segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Antiga Alfândega da cidade do Rio Grande (RS)


A imagem acima, fotografia do quadro do artista plástico autodidata José Américo Roig, o Zeméco, em que retrata o prédio da antiga Alfândega da cidade do Rio Grande (RS), Brasil. br /> Imagem gentilmente cedida pela professora Maresther Amaral, proprietária da referida obra.

A Casa Primo


A imagem acima é fotografia de quadro pintado em 1986 e intitulado "A Casa Primo", de autoria do artista plástico autoditada José Américo Roig mais conhecido pelo nome artístico de Zeméco.
A Casa Primo, um sobrado histórico, localizava-se na Rua Pinheiro Machado com Gal. Osório em São José do Norte, RS, Brasil terra natal do artista.

terça-feira, 29 de março de 2016

Zeméco na capa da revista Apoema: "Pinta as cores da aldeia o poeta universal..."




A imagem acima, capa de revista Apoema - Conteúdo da Palavra, com ilustração do artista plástico José Américo Roig (o Zeméco), foi disponibilizada na rede social Facebook, pelo poeta Denison Mendes, de Porto Alegre (RS) e publicada no dia 29/03/2016, quando fazem cinco anos do falecimento do pintor nortense, juntamente com texto coletado neste blog.
A família de Zeméco, sensibilizada, agradece a bela homenagem de um poeta ao pintor, principalmente pelo verso emblemático "Pinta as cores da aldeia o poeta universal..."
Abaixo, íntegra do texto que acompanha a ilustração que um dos quadros do artista nortense, intitulado Casa Ferrari, casario histórico de São José do Norte (RS), Brasil, cidade natal do Zeméco.

BREVE HISTÓRIA DE ZEMÉCO

José Américo Roig

O pintor nasceu em São José do Norte, em 20 de julho de 1934, e cresceu desenhando heróis de revistas em quadrinhos, criando outros e inventando histórias. Ainda menino, enviou suas criações para o Rio de Janeiro, onde todas foram publicadas na revista de quadrinhos Aí Mocinho.

Aos 15 anos, começou a pintar letreiros em barcos e paredes, passou a trabalhar também com pintura de cartazes de filmes para o cinema, onde trabalhou por mais de 10 anos como operador. Também fazia decorações de rua para carnaval e outras festividades.

Sua primeira exposição foi em 1961, no salão paroquial da Igreja Matriz São José, a convite do Padre Onofrio Sciffo, tendo como inspiração a arquitetura colonial, a pesca artesanal e suas recordações de infância.

Ainda na adolescência, buscou realizar o sonho de voar. Construiu então, asas de papel, com armação de madeira e dobradiças de portas, subindo no telhado de um dos sobrados históricos do município, atirou-se ao ar. O violento tombo lhe valeu fraturas e arranhões. Durante a recuperação, encontrou na arte do desenho e da pintura a razão de sua vida. Primeiro, aprimorando o desenho, depois, descobrindo o fascínio pela cor, dando origem aos famosos quadros que fizeram sucesso pelo Brasil.

No início do sucesso namorou e casou-se com Hildette Klaes Roig, com quem teve quatro filhos. Mais tarde, mudou-se com a família para Porto Alegre, indo trabalhar como montador de espaços em lojas de ambientes, onde seus quadros eram usados na decoração; disputados, superavam as vendas da loja.

Com problemas de visão, Zeméco resolveu voltar a São José do Norte, continuando o trabalho artístico, voltado ao acervo arquitetônico, às praias e aos costumes do povo. José Américo Roig faleceu em 29 de março de 2011, aos 76 anos, devido a problemas cardíacos e pulmonares.

Fontes: Rádio Cultura Riograndina/ zemeco.blogspot.com.br/

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Cidade em Molduras (Poesia In Memoriam de Zeméco)



A imagem acima, é da poesia intitulada CIDADE EM MOLDURAS, de autoria de José Sergio Pereira, feita em homenagem a José Américo Roig, o Zeméco, artista plástico autodidata de São José do Norte (RS), Brasil e declamada durante o Sarau Poético realizado em 23/10/2015, organizado pela SMEC, dentro da programação de comemoração do aniversário do município.
A família do Zeméco, sensibilizada, agradece a bela homenagem póstuma de José Sergio Pereira, que além do título, ilustrou seu texto com uma moldura, imitando os quadros do artista plástico.

Abaixo, poema na íntegra:

CIDADE EM MOLDURAS

Na Mui Heroica vila
De São José do Norte
Tivemos presenças fortes
Que alegraram este chão
DE poetisa a almirante
Que levaram pra história avante
O nome dessa povoação.

Mas há muito mais talentos
Que esta terra criou

Sr. Zeméco pintou
Esta cidade em molduras
Nos quadros mais perfeitos
Se deu ao luxo e o direito
De representar em suas telas
Nossa bela arquitetura

Zeméco deixou um legado
Na arte e na cultura
De talento e envergadura
Da sua linda existência
Pelas bençãos do criador
Transformou-se no pintor
No chão dessa querência.

Fostes marco do desenho
No próprio seio da história
Que foi o teu berço de glória
Nos quadros que tu pintaste
Que deixaste de herança
Para nos trazer a lembrança
De tudo que tu criaste.

Autor: José Sergio Pereira

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Cine Teatro Independência, do Seu Cataldo


OFEREÇO ESTA MAQUETE AOS MEUS CONTERRÂNEOS QUE CONHECERAMO CINEMA DO CATALDO

Posted by Francisco Albert on Domingo, 30 de dezembro de 2012


O vídeo acima, trata-se de animação produzido por Franscisco Albert, reconstituindo digitalmente o antigo Cine Teatro Independência, mais conhecido em São José do Norte, como Cinema do Cataldo (Fundado em 1943), foi possível, conforme apresentação do mesmo, a partir das memórias de Francisco e de quadro do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, e este blog toma a liberdade de reproduzi-lo aqui como parte do acervo digital da vida e obra do pintor nortense, suas histórias, influências recebidas e repassadas aos seus conterrâneos e a quem conviveu com o mesmo.
Uma pequena viagem no tempo, através de imagens reunidas em breve, mas relevante edição de vídeo.
Na animação, encontram-se diversas fotografias de época, sobre manifestações artísticas, culturais, esportivas e sociais do município de São José do Norte, no extremo sul do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.
No Cinema do Seu Cataldo, Zeméco, ainda jovem, antes de tornar-se pintor e desenhista, exerceu as atividades de auxiliar de projecionista, e muitas histórias contava sobre aquele período, como a inversão da fita do filme de Faroeste, quando a diligência caia no penhasco e ele fazia retorn ar ao ponto inicial, arrancando gargalhadas da plateia.
Essa participação do garoto Zeméco no Cinema do Cataldo lembra em parte a de outro menino no filme Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore.
São José do Norte teve três cinemas:

CINE TEATRO INDEPENDENCIA - Proprietário Cataldo Petrons
R. Marechal Floriano 20 - Fund. 1943 - Cine Teatro - 502 lugs. Ap. 35 m/m
Func. 5 dias por semana - média anual 239 sessões - 17.597 espectadores

CINEMINHA - Prop. Zilda Nogueira Maio
R. Marechal Floriano 11 - Fundado em 1953 - Cinema - 280 lugs. Ap. 16 m/m
Func. 15 dias por mes - média anual 183 sessões -7.350 especadores
Fechou em dezembro de 1958 ou 59

Fonte: Cine Mafalda Blog
http://cinemafalda.blogspot.com.br/2012/04/sao-jose-do-norte-rs.html

Além destes dois, teve também o CINE TEATRO MIRAMAR
"Em 30 de junho de 1964, foi constituída a empresa 'Norte S/A - Cinema e Teatro', tendo como objetivo o ramo de cinema e teatro, consoante Ata de Assembleia Geral Constituinte. Precisamente em 28 de maio de 1966, a empresa Norte S/A inaugurou sua primeira tela cinematográfica, a Panorâmica e de Cinemascop do Cine Teatro Miramar. A partir daí, a comunidade nortense passou a conviver com o cinema. A programação do Cine Teatro Miramar era diária, mesclando filmes e apresentações teatrais, servindo de palco, também, para conferências e palestras”.
Fonte: Jornal Agora
http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/print.php?id=4186

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Homenagem do esporte ao artista plástico Zeméco (Notícia na Rádio Cultura Riograndina)




A imagem acima trata-se de homenagem que o artista plástico Zeméco recebeu da Secretaria de Esportes e Turismo de São José do Norte, dando o nome do artista a 1ª Copa Beach Soccer José Américo Roig, na praia do Mar Grosso.
Vejam abaixo íntegra da notícia e link para a mesma:

SJNorte - Noite de finais na Copa Beach Soccer

Publicado 20/02/2015

Um duelo de Titãs está marcado para a noite de sexta-feira (20), na beira da praia do Mar Grosso. A partir das 20h e 30min, a elite do futebol de areia de São José do Norte irá travar um dos mais espetaculares confrontos já vistos no encerramento da I Copa Beach Soccer, em homenagem ao artista plástico José Américo Roig (Zeméco), promovida pela Secretaria Municipal de Turismo e Promoções (SMTP) dentro da programação Verão Alto Astral.

Às 20h, antes dos jogos que decidem as categorias sub-15, sub-40 e Livre, haverá uma cerimônia por reconhecimento à obra de Zeméco, com a participação dos familiares do artista, para toda comunidade nortense. Ao final de cada confronto, será entregue o troféu para o time campeão da respectiva categoria.

BREVE HISTÓRIA DE ZEMÉCO

José Américo Roig

O pintor nasceu em São José do Norte, em 20 de julho de 1934, e cresceu desenhando heróis de revistas em quadrinhos, criando outros e inventando histórias. Ainda menino, enviou suas criações para o Rio de Janeiro, onde todas foram publicadas na revista de quadrinhos Aí Mocinho.

Aos 15 anos, começou a pintar letreiros em barcos e paredes, passou a trabalhar também com pintura de cartazes de filmes para o cinema, onde trabalhou por mais de 10 anos como operador. Também fazia decorações de rua para carnaval e outras festividades.

Sua primeira exposição foi em 1961, no salão paroquial da Igreja Matriz São José, a convite do Padre Onofrio Sciffo, tendo como inspiração a arquitetura colonial, a pesca artesanal e suas recordações de infância.

Ainda na adolescência, buscou realizar o sonho de voar. Construiu então, asas de papel, com armação de madeira e dobradiças de portas, subindo no telhado de um dos sobrados históricos do município, atirou-se ao ar. O violento tombo lhe valeu fraturas e arranhões. Durante a recuperação, encontrou na arte do desenho e da pintura a razão de sua vida. Primeiro, aprimorando o desenho, depois, descobrindo o fascínio pela cor, dando origem aos famosos quadros que fizeram sucesso pelo Brasil.

No início do sucesso namorou e casou-se com Hildette Klaes Roig, com quem teve quatro filhos. Mais tarde, mudou-se com a família para Porto Alegre, indo trabalhar como montador de espaços em lojas de ambientes, onde seus quadros eram usados na decoração; disputados, superavam as vendas da loja.

Com problemas de visão, Zeméco resolveu voltar a São José do Norte, continuando o trabalho artístico, voltado ao acervo arquitetônico, às praias e aos costumes do povo. José Américo Roig faleceu em 29 de março de 2011, aos 76 anos, devido a problemas cardíacos e pulmonares.

Fonte: Rádio Cultura Riograndina

http://www.radioculturariograndina.com.br/noticia/sjnorte---noite-de-finais-na-copa-beach-soccer-7c674342-32c2-4f4a-937b-82b3cc2717bd

Zeméco é homenageado na "1ª Copa Beach Soccer José Américo Roig", que leva o seu nome, na Praia do Mar Grosso




A imagem acima é de matéria no Jornal Agora de Rio Grande, RS, Brasil, sobre homenagem ocorrida na final da "1ª Copa Beach Soccer José Américo Roig", na Praia do Mar Grosso (SJN), que leva o seu nome do artista plástico Zeméco, natural de São José do Norte, RS.
Abaixo, íntegra da notícia, como link:

Beach Soccer encerra com homenagens e premiações

Uma noite marcada por homenagens e fortes emoções. Foi assim a grande final da 1ª Copa Beach Soccer José Américo Roig, na Praia do Mar Grosso. Seis equipes disputaram os primeiros lugares nos jogos noturnos na arena poliesportiva, que também recebeu familiares do artista nortense Zeméco: o homenageado do campeonato.

Sagraram-se campeãs na noite de sexta-feira (20) as equipes Atrevidos Carlos Santos, pela sub-15; Minimercado Eber, pela sub-40; e Virakopus, pela livre. As campeãs e as demais equipes que participaram da Copa foram premiadas com troféus, pela Secretaria Municipal de Turismo e Promoções (SMTP) e pela CN Publicidade, realizadora do campeonato.

Já no sábado (21), à tarde, aconteceu o encerramento dos jogos diurnos pelas categorias de base. Também levaram troféus as equipes: Projeto Guarida Feliz, pela sub-9; Atrevidos, pela sub-11; e Atrevidos, pela sub-13. Todas as equipes participantes receberam troféus.

O campeonato teve início em janeiro, integrando a programação do Verão Alto Astral, da Prefeitura Municipal, e reuniu muitos atletas em disputas acirradas e emocionantes, para alegria do expressivo público que prestigiou os jogos na Praia do Mar Grosso. Confira abaixo os resultados, os goleiros menos vazados e os artilheiros da final:

Dia 20/2 – sexta-feira
20h30min – Real Nortense 3 x 6 Atrevidos Carlos Santos – Categoria sub-15
Goleiro menos vazado- Gabriel Borges (Atrevidos)
Artilheiro- Marlon Silva (Atrevidos)
21h30min – Guarani 2 x 5 Minimercado Eber – Categoria sub-40
Goleiro menos vazado- Fabiano Moraes (M.M. Eber)
Artilheiro- João Carlos Silva (M.M. Eber)
22h30 min – Virakopus 3 x 2 Guarani A – Categoria Livre
Goleiro menos vazado- José Veiga (Virakopus)
Artilheiro- Luís Eduardo Silva (Virakopus)
Dia 21/2 – sábado
Sub-9
Guarani 1 x 4 Futebol e Alegria
Projeto Guarida Feliz 7 x 3 Guarani
Projeto Guarida Feliz 5 x 1 Futebol e Alegria
Campeão: Projeto Guarida Feliz
Vice-campeão: Futebol e Alegria
3º lugar: Guarani
Goleiro menos vazado - Guilherme Machado (Projeto Guarida Feliz)
Artilheiro - Helaman Roig (Projeto Guarida Feliz)
Sub-11
Atrevidos 4 x 3 Projeto Guarida
Goleiro menos vazado- Guilherme Ramos (Atrevidos)
Artilheiro- Ueslei Araújo (Atrevidos)
Sub-13
Manchester 1 x 2 Atrevidos
Goleiro menos vazado- Leonardo Conceição (Atrevidos)
Artilheiro- Maicon Douglas (Atrevidos)


Homenagem

Se estivesse entre nós, certamente Zeméco estaria muito feliz, sentindo-se em casa, na praia onde residiu com sua família por cerca de três décadas, com seu jeito peculiar de ser, andando descalço como gostava de curtir as areias à beira mar.

Ao prestar sua homenagem à esposa do Zeméco, dona Hildette Klaes Roig, acompanhada pelo filho, Sérgio Antônio Roig, com a entrega de uma placa do campeonato praiano e de um buquê de flores, o prefeito Zeny Oliveira enalteceu a carreira do artista voltada ao acervo arquitetônico, às praias e aos costumes do povo de São José do Norte. Zeny se disse bastante feliz em poder prestar esta importante homenagem, com a realização do evento na praia, local onde o artista viveu grande parte de sua vida – hoje reconhecida por este grande talento que marcou época.

Ao prestar seu agradecimento ao prefeito, a esposa do artista dedicou a homenagem aos artistas nortenses que atuam nas diferentes áreas, das artes, da música, do esporte, da cultura, enfatizando que hoje existem muitos artistas locais para a sua alegria. O filho Sérgio Roig também agradeceu em nome da família à homenagem ao seu pai, destacando a importância da arte e do esporte para a saúde, como um foco em algo de bom para o ser humano. “Agradecemos de todo coração esta linda homenagem ao nosso pai”, finalizou.

O artista José Américo Roig (Zeméco) nasceu em São José do Norte em 20 de julho de 1934 e faleceu em 29 de março de 2011, aos 76 anos, devido a problemas cardíacos e pulmonares.

Estiveram presentes na homenagem a secretária de Turismo e Promoções, Ana Viana, o secretário de Educação e Cultura, Paulo Rubilar Pereira, servidores municipais, atletas e a comunidade que prestigiou a final dos jogos.

Fonte: Jornal Agora, de Rio Grande, RS, Brasil.

http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=9&n=69705

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Uma Vida de Artes: A História de Vida de José Américo Roig (Zeméco) - Documentário da Aphac-Norte




O vídeo acima Uma Vida de Artes: A História de Vida de José Américo Roig, trata-se de Documentário (2006) da APHAC - Norte (Associação do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural de São José do Norte, Rio Grande do Sul, Brasil sobre a vida e obra do artista plástico autodidata José Américo Roig, mais conhecido pelo nome artístico de Zeméco (1934-2011), e conta com produção e edição de Maicon Bravo e J.F. Costa (José Fernando Silveira Costa).
Lançado no VIII Seminário da APHAC Norte "São José do Norte, Mui Heróica: Ontem e Hoje", em 23/10/2006, contém cenas de pontos turísticos da cidade, sobrepostos a filmagem dos quadros do autor, contando ainda com depoimentos de pessoas da comunidade, ligados à história, arte e cultura; e o apoio da Secretaria Municipal de Educação de São José do Norte, Rio Grande do Sul, Brasil.
Conforme a apresentação do vídeo: "Uma das figuras mais carismáticas de São José do Norte e pintor conhecido por além fronteiras do estado do Rio Grande do Sul, José Américo Roig, Zeméco, traz o relato de sua vida, suas experiências, suas aventuras, seu amor pela terra natal e sua perseverança na arte neste documentário produzido pela Aphac-Norte. Exemplo a ser seguido no longo caminho da vida, símbolo de talento e força de vontade e ícone em torno do qual nortenses, gaúchos e brasileiros devem se espelhar para construir uma identidade forte, Zeméco é quase que mitológico ao ser o protagonista de inúmeras façanhas que já fazem parte do imaginário coletivo de São José do Norte".
Dentre tais façanhas, consta que certo dia o menino Zeméco fez um par de asas voadoras e pulou de cima do telhado de um casario histórico, ficando com várias fraturas. O sonho de Zeméco resistiu à queda, e até mesmo a perda parcial da visão, anos depois... Resolveu após a aventura de querer voar, apenas dar asas a imaginação, através das artes plásticas...
Falecido em 29/03/2011, sua vida e obra podem ser conhecidas também através do blog Olhar Virtual (http://olharvirtual.blogspot.com).

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lancha Alice



Antiga lancha Alice, que fazia a travessia entre São José do Norte e Rio Grande, RS, Brasil (nos anos 1970), pintada por Zeméco (2007). Imagem cedida pelo amigo Paulo Troina, via Facebook.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Projeto Zeméco - o artista que pintava com a alma (no Jornal Agora de Rio Grande,RS)


Na última 1quarta-feira, 21, a Biblioteca Pública Municipal “Delfina da Cunha” recebeu a visita de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Zenir de Souza Braga (bairro Trevo - Rio Grande/RS).
A visitação por São José do Norte é parte integrante do Projeto: Zemeco – o artista que pintava com a alma, desenvolvido na escola com a turma da 6ª A e 6ª B, pela Profª Rosângela Moura Samaniego.
Os alunos e professores foram recebidos e acompanhados pela sra. Hildette Klaes Roig, professora aposentada do Município e viúva do artista plástico José Américo Roig o "Zemeco".
O roteiro estabelecido para visitação, incluiu os prédios históricos da cidade, o Instituto Histórico e Geográfico de São José do Norte (Museu do Combate Farroupilha Histórico de 16 de julho de 1840), Smec – Secretaria Municipal de Educação e Cultura de SJN e a Biblioteca Pública Municipal Delfina da Cunha.
Na biblioteca, os alunos foram recepcionados pela bibliotecária Sueli Thomazine, fazendo uma pausa para um breve lanche. A visita foi orientada pela Profª Rosângela (responsável pelo Projeto) e contou ainda, com o apoio das professoras Tânia Antunes (diretora da Escola), Laucy C. Perez (coordenadora Pedagógica) e Roberta Pereira.

Fonte:

http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=9&n=36451

Link para a notícia no Jornal Agora:

A Biblioteca Delfina da Cunha recebeu visita daEMEF Profª Zenir de Souza Braga

Observação 1: Foto acima, divulgação do Jornal Agora, de Rio Grande, RS, Brasil.
Observação 2: Também foram visitados o Hall da EEEF Marques de Souza, onde encontra-se galeria com algumas obras de Zeméco, bem como visitação ao Salão Paroquial da Igreja Matriz São José, onde encontra-se mural da Santa Ceia, pintado pelo artista nortense.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Com a alma na ponta dos dedos



(In Memmoriam de José Américo Roig, o Zeméco)

Um ano se passou e quase ninguém viu
Um ano se passou, como um piu,
Como quem passa os dedos sobre os dias,
Como que enquadrados em telas e molduras...
Há dias que olho para o céu e vejo nuvens brancas pintadas,
Lembro de ti, meu pai, em outras moradas,
Igualmente pintando as nuvens com a ponta dos dedos...
Ainda carrego comigo meus medos, teus segredos...
Receita mágica do bem viver, viver cada dia de forma simples,
Simplesmente por que assim é a melhor maneira
De se conhecer e reconhecer...

Reconheço em mim teus traços em meus rostos,
Relembro em ti meus gostos, em teus agostos...
Recordo-me, meu pai, de seu caminhar descalço,
Calçado apenas com as sandálias da humildade...
Eras muitos em tua unidade:
O homem, o pai, o artista, o menino que quis voar,
Que fraturou perna e cabeça, mas não desistiu de sonhar...

Com a alma na ponta dos dedos, você nos desenhou,
Filhos de um amor à arte, um amor à parte,
Que nunca nos deixou...

Tu és a alma da minha vida,
Quero dar-te vida a tua alma...
Com a alma na ponta dos dedos,
Escrevo meus dias em teus tons e dons.
Cedo ou tarde, a vida nos propõe o eterno recomeçar...

Janelas mortas, telas vivas
Portas fechadas por dentro,
Dentro da cada um
Tortas de maçã nas janelas tortas
Não me importa o que exportas,
Me preocupo com o que te importa...
Abra a porta, não se comporte
Como fosse uma natureza morta
Para pendurar na parede da sala fria...
Por um momento, todas as palavras
São jogadas ao vento...
Por um segundo o mundo teu passa a ser o meu.
Com a alma na ponta dos dedos,
Meu pai pintou o que eu tento escrever...

Observação 1: Poema acima, de autoria de José Antonio Klaes Roig.
Observação 2: Imagem acima, fotografia do artista plástico José Américo Roig (*20/07/1934 +29/03/2011), mais conhecido pelo apelido de Zeméco, pintando em seu ateliê na praia do Mar Grosso, em São José do Norte - RS - Brasil, em 2004, quando deixava de lado os pincéis e usava as pontas dos dedos para pintar as nuvens em seus quadros.

domingo, 30 de outubro de 2011

Homenagem póstuma ao artista plástico Zeméco



"Todo artista molha seus pincéis em sua alma, e pinta a sua natureza".

Citação acima, de Henry Ward Beecher, na placa dada pela Casa do Poeta Nortense a minha mãe in Memoriam a vida e obra de José Américo Roig, o artista plástico nortense, mais conhecido pelo apelido de Zeméco, no dia 27/10/2011, em São José do Norte - RS - Brasil.
A família agradece a homenagem póstuma prestada pela Casa do Poeta Nortense, da qual Zeméco era patrono. Um artista que de fato molhou seus pinceis em sua alma para retratar a bela paisagem humana, ambiental e arquitetônica de sua musa inspiradora, a sua terra natal São José do Norte.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Cartaz "Ataque a São José do Norte"


Homenagem a José Américo Roig, o Zeméco, com a reprodução da obra "Ataque a São José do Norte"; nova Placa do Museu do Combate Farroupilha de 16 de Julho de 1840, em São José do Norte, organizado pelo Instituto Histórico de SJN e do Ponto de Cultura Freguesias Litorâneas.
A família de Zeméco, agradece sensibilizada pela distinção post mortem ao artista plástica nortense. E também agradece todo o reconhecimento que José Américo Roig recebeu em vida, em especial, do Instituto Histórico de São José do Norte.

domingo, 4 de setembro de 2011

Quadro de Zeméco na capa da Revista Brasileira de Educação Ambiental - REVBEA



Quadro intitulado Casa Ferrari, do artista plástico José Américo Roig (1934-2011), mais conhecido como Zeméco, ilustra a capa da Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 6, n. 1 (2011), editada pela FURG - Universidade Federal do Rio Grande - RS - Brasil.

Abaixo, link para visualização da mesma:

Revista Brasileira de Educação Ambiental - REVBEA


http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/revbea/issue/current

Abaixo, link para a edição v. 6, n. 1 (2011), com a capa com quadro de Zeméco:

Revista REVBEA - 2011 - Capa Zeméco

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O sonho de voar, de pai para filho..


Fonte: http://youtu.be/eVZv7DFcZak

Em janeiro de 2011, eu José Antonio, realizei o sonho de voar que meu pai, Zeméco, quando menino teve. Saltei de 520 metros da Pedra Bonita, aterrisando depois de 15 minutos no ar, na praia do Pepino, no Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
Brinquei com meu pai, artista plástico, ao mostrar-lhe esse vídeo, que ano que em 2012 o levaria para voar comigo, mas quis o destino que ele "voasse" em 29/03/2011, antes disso.
Mais que realizar um sonho meu, realizei o sonho do menino que foi meu pai e para entender melhor isso, só assistindo o vídeo depoimento abaixo, em que minha mãe, a professora aposentada, dona Hildette, conta sobre o voo de seu Zeméco.
Neste 20/07, meu pai completaria 77 anos. Feliz aniversário, seu Zeméco.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=soCrfk3fNgY

O vídeo acima, gravado em 30/04/2011, com a professora Hildette Klaes Roig, esposa do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, trata-se de depoimento, a pedido de seu filho, o educador, escritor e poeta José Antonio Klaes Roig, sobre o voo que pintor nortense fez quando ainda adolescente.
Um relato de quem viveu por 50 anos ao lado de Zeméco, e muito ouviu essa história ser contata inúmeras vezes aos filhos, amigos, conhecidos, bem como a alunos que visitavam a casa do pintor, ou nas paletras que ele se dirigia às escolas.
Alguém que sabe do que essa história representa no imaginário da cidade natal do pintor, a sua musa, como ele mesmo se referia a São José do Norte, no extremo sul do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Todos que conviveram com o artista sabem de sua alegria de viver, de seus sonhos e realizações, mas acima de tudo de sua simplicidade e do bom humor.
Dizia inclusive achar-se, não um grande artista, mas um artista grande, por conta de seus 1 metro e 88 centímetros.
Zeméco, enquanto vivo fez o que sempre quis e foi muito feliz, e essa é a sua maior herança, deixada a todos que o conheceram... Além de sua obra, que pode ser revisitada através do blog Olhar Virtual, criado há cerca de 4 anos atrás.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O homem que pintava nuvens com as pontas dos dedos


O que falar sobre alguém que mais do que dar-me a vida, deu-me sentido a esta? E de alguém que fez sua vida e obra se confundirem com a de sua cidade? Que comentar sobre quem dizia ter como sua musa inspiradora a própria terra natal, retratando-a durante mais de 60 anos, promovendo resgate histórico de casarios que só existiam em sua memória visual, sendo ele cego de um olho? Sua segunda musa foi a esposa e incentivadora, a profª. Hildette, com quem viveu durante 50 anos. Que narrar de quem perdera a contas dos milhares de quadros que pintara, doando quase a terça parte àqueles que não podiam adquirir? Um ser humano com qualidades e defeitos, mas que fez as primeiras suplantarem as demais, diante de sua simplicidade, alegria e emoção de viver cada dia como se fosse o primeiro
Esse cidadão a que me refiro, e que carrego em parte seu nome, além de tudo, de pai, marido, irmão, tio, avô etc, foi, é e sempre será fonte inesgotável de inspiração. José Roig, o Américo - também conhecido como Zeméco, apelido de menino que tornou-se nome artístico -, era para alguns um iletrado, afinal, sequer concluíra a 4ª série do ensino fundamental, mas para muitos foi um professor, por conta das lições de vida que distribuiu, gratuitamente e a distância, de forma simples mas emocionada, em palestras a alunos, em conversas com visitantes, em passeios e exposições.
Alguns de seus relatos lembram cenas de filme (Cinema Paradiso?), quando ainda jovem, ajudava na projeção dos enlatados nos cinemas de sua São José do Norte. Contava as molecagens, invertendo a sequência da película; passava trote nos colegas de trabalho e nos amigos. Já dizia o poeta Manoel de Barros: “Há histórias tão verdadeiras que às vezes parecem que são inventadas”.
A vida passa como um filme. Para alguns, como um curta-metragem, para outros como um longa. Trago comigo cenas inesquecíveis: De meu pai levar os filhos para empinar pipa no campo do Liberal F.C., e ele, como menino, ficar mais tempo empinando do que as crianças. Recordo-me também de quando subi com ele na torre da Igreja Matriz São José, mesmo local em que meu pai aos 14 anos quis voar e acabou realizando seu vôo acidental do alto de um sobrado, levando um tombo e tendo fraturas; por fim, dele com a ponta dos dedos pintando nuvens em seus quadros. Um pequeno pingo de tinta e de suas mãos brotando arte. Quis o destino que eu me dedicasse às letras e ao texto, e ele às tintas e a textura.
Meu pai não deixou bens, mas sua maior herança foi a lição de vida que nos deixou, de aprendermos a voar atrás de nossos sonhos, mesmo que vez em quando tenhamos que nos estatelar no chão, mas continuar sonhando. Nascido em 20/07, no distante 1934, quis o destino que ele se inspirasse em Santos-Dumont, que nasceu no mesmo dia, e na descida do Homem na Lua, ocorrida na mesma data.
Desde que ele partiu num vôo longo e derradeiro, em 29/03/2011, toda vez que olho para o céu e avisto nuvens, sejam brancas ou escuras, minha meteorologia particular prevê chuvas torrenciais em meu interior. Muitas vezes coloco óculos escuros, mesmo que não tenha sol. Nunca, depois daquele dia o “Pai Nosso Que Estais no Céu” teve para mim tamanha duplicidade. Mas, ao mesmo tempo, fico feliz de constatar a herança que ele me legou e saber que está bem, continuando a pintar às nuvens com as pontas dos dedos, agora, diretamente no céu...
Saudades, seu Zeméco. Feliz aniversário. E obrigado por tudo, por ter me dado a vida, um nome e mais que isso, um sentido ao meu viver...

José Antonio Klaes Roig, educador, poeta e escritor.

http://olharvirtual.blogspot.com (acervo digital do pintor Zeméco)

Observação 1: Artigo em homenagem ao meu pai, o artista plástico autodidata José Américo, o Zeméco, falecido em 29/03/2011, que completaria neste 20/07 seus 77 anos.
Observação 2: Imagem acima, fotografia de Zeméco, em palestra a alunos de escola pública estadual, contando sobre seu voo, quando menino.